Diácono João Luiz Pozzobon

O início da Campanha da Imagem Peregrina

João Pozzobon em frente ao Santuário com a Imagem (de 11 kg) que o acompanhou durante toda a vida.

“Seja um bom cristão; mas, para o apostolado fecundo, isso não é suficiente, é preciso heroísmo.”

João Luiz Pozzobon nasceu em 12/12/1904 em Ribeirão, uma aldeia serrana do Rio Grande do Sul.

Com 10 anos foi internado na Casa Paroquial de Vale Vêneto para estudar o curso primário. Após 10 meses voltou para casa para trabalhar.

Ingressou no serviço militar, ocultando que sofria de deficiência visual, "apenas para aprender", mas na linha de tiro o problema foi detectado e ele foi desligado imediatamente.

Voltou para casa e ajudou ao pai e às obras da Igreja.

Com 23 anos casou-se e foi morar em Restinga Seca. Pouco tempo depois sua mulher adoeceu gravemente e eles resolveram se mudar para Santa Maria para que ela pudesse ser melhor atendida. Já tinham, nesta época, dois filhos. Pouco tempo depois, ficou viúvo.

Casou-se novamente 6 meses depois. Montou um armazém e teve mais 5 filhos.

Conheceu o Movimento de Schoenstatt através do Padre Celestino Trevisan, irmão do Padre Máximo Trevisan.

Ficou sabendo pelo Pe. Celestino da vontade de se construir em Santa Maria um Santuário igual ao da Alemanha. Soube também das Graças do Santuário e da vida do fundador, Pe. José Kentenich.

Durante um Retiro, o Pe. Celestino e a Irmã Terezinha falaram sobre a importância da reza do Santo Rosário. Com a finalidade de estimular a Campanha do Terço, mandaram fazer umas imagens grandes da Mãe e Rainha, para que fossem levadas em romaria, de família em família, na paróquia.

Era 10 de setembro de 1950. Foram benzidas duas imagens e a Irmã Terezinha convidou o Sr. João para rezar o primeiro Rosário em família. Após a reza a Irmã lhe disse: "Esta Imagem fica ao seu cuidado. Não é preciso que reze o terço todas as noites. Cuide apenas que ela seja levada de casa em casa."  Seu João levava então um caderno onde anotava o dia em que a Imagem chegava a uma família, o nome do lugar, se os pais eram casados, o número de filhos, se eram batizados, etc.

Noite após noite, sem falhar nenhuma, passou a levar a Imagem de casa em casa. Dedicava a essa tarefa duas horas de seu dia, que havia prometido à Virgem Maria. Inverno ou verão. Com chuva, sol ou noite clara. Seu João se molhou muitas vezes mas a Imagem ia sempre coberta, durante as chuvas.

Dizia João Pozzobon: "No ano de 52, compreendi que se tratava de uma missão que me confiavam e disse à Mãezinha: 'Tenho sete filhos, tenho uma esposa e tenho que dar contas a Deus de meus filhos e de minha esposa. Porém, se for vontade de Deus e tua, um homem só pode mover o mundo inteiro."

No verão de 1952, seu João se encontrou com nosso fundador Pe. José Kentenich. Ainda em 52, fundou a Vila Nobre da Caridade, construindo uma pequena obra social que marcaria a vida de muitos necessitados. A Vila possuia 14 casas e cada uma recebeu o nome de uma flor. Construiu também a Capelinha Azul, a mais ativa das três capelas construídas em honra a Nossa Mãe.

A Imagem que seu João levava pesava 11 quilos e sua maleta com objetos de uso pessoal pesava 8 quilos. Ao todo, seu João carregava diariamente 19 quilos. Costumava andar 15 quilômetros por dia, com a Imagem sobre o ombro esquerdo. Esse hábito lhe causou um calo no ombro e duas costelas deslocadas, ao longo de vários anos de caminhada.

Seu João nunca parou de levar a Imagem, mesmo doente, sem dormir e cansado. Várias vezes, para não perder o horário de chegada, comia pelo caminho, enquanto andava.

Tornou-se Diácono Permanente em 30 de desembro de 1972.

Em 27/06/85, o Diácono João Pozzobon foi atropelado por um caminhão numa estrada, a caminho da Missa, a 50 metros da entrada do Santuário, com a Imagem da Mãe Peregrina. Suas últimas palavras foram: "Misericórdia, Senhor! Mãe, misericórdia! Eu vou morrer! Me ajudem, eu não posso mais!"

Seu processo de canonização foi aberto pelo Pe. Argemiro em 12 de dezembro de 1994 na cidade de Santa Maria. Hoje tenta-se comprovar milagres concedidos por intercessão do Diácono João Pozzobon, para que ele obtenha a canonização.

Em 2006 foi criado o bairro Diácono João Luiz Pozzobon, no distrito da sede, no município de Santa Maria. Esse bairro tem uma área de 7 km2.

"Se um dia me encontrarem morto à beira da estrada, saibam que morri de alegria."

Seu João Pozzobon carregou a Imagem da Mãe Peregrina, de 11 quilos, por 35 anos, numa caminhada de, aproximadamente, 140.000 quilômetros. 

(Baseado nos livros "140.000 Km a caminho com a virgem" e "Herói hoje, não amanhã", ambos do Pe. Esteban J. Uriburu.)

A Campanha da Imagem da Mãe Peregrina, idealizada por Seu João, tem o intuito de visitar, abençoar e conceder graças a trinta famílias durante um mês, ficando um dia em cada casa.

Para receber a Imagem da Mãe Peregrina em sua casa, entre em contato com os Santuários da Mãe e Rainha da Vila Mariana ou de Atibaia.

Hoje existem aproximadamente 120.000 Imagens Peregrinas visitando 3.600.000 famílias só no Brasil, e muito mais espalhadas em 90 países do mundo.

Centenário de João Pozzobon:

Este ano comemoramos o centenário de nascimento do Sr. João Pozzobon, com eventos em todas as partes do mundo. No Brasil a Empresa de Comunicações Sercomtel de Londrina saiu à frente nas comemorações e emitiu 20 mil cartões telefônicos alusivos aos cem anos de nascimento do iniciador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt.
Os dez mil cartões, da primeira tiragem, foram vendidos antes mesmo da data de lançamento, o que demonstra o grande interesse da população em participar desta homenagem.



Cartão de telefone em homenagem ao centenário


Os cartões podem ser adquiridos nas centrais de vendas, bem como nos Centros do Movimento Apostólico de Schoenstatt. O preço é o mesmo dos cartões comuns. Não se deixe enganar!

Se deseja ter o seu, procure logo, pois, a segunda tiragem também já está sendo vendida.

Oração para canonização do Diácono João Pozzobon:

Deus, nosso Pai, fizeste de João Luiz Pozzobon um esposo e pai exemplar, um amigo dos pobres e um incansável peregrino. Ele dedicou a sua vida a levar a Mãe e Rainha às famílias, hospitais, escolas e presídios, rezando o terço.

Por isso Pai, confiante peço que, se for da Tua vontade, este Teu servo seja canonizado e, por sua intercessão, eu possa receber a graça que tanto necessito: (pedir a graça...)

Assim rezo com Maria, a Grande Missionária, para a Tua Glória, o florescimento da Igreja e a santificação das famílias. Amém.

(Rezar Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.)


Esta página foi atualizada em 08/04/14.

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