Artigo  Definido

Entrevista com Pe. Antonio Bracht

1. Os padres de Schoenstatt ocupam cargos específicos dentro do Movimento. Qual é atualmente seu cargo?

Coordeno a Presidência Nacional
 
2. Como são escolhidos os padres que ocuparão os cargos disponíveis. É por votação como em um  conclave?
Não. É por designação dos superiores, depois de ouvir as instâncias interessadas do Movimento.
 
3. Sua infância deve ter sido normal. Sua família era muito religiosa ou sua vocação apareceu de repente?
Efetivamente, venho de uma família religiosa, praticante, e minha vocação para o sacerdócio se manifestou desde cedo. Não diria que de repente. Foi aos poucos. A gente tem que aprender a interpretar os sinais, o que significam os anseios que o coração manifesta e como responder a eles.

4. Como foi seu primeiro contato com a Mãe e Rainha? 

Ouvi falar de um primo que estudava na Alemanha. Interessei-me em saber porque tinha ido para lá e como eram as coisas. Começamos a nos comunicar por cartas (internet é coisa de agora), viemos a nos conhecer pesssoalmente. Ele me falou do Santuário, da Mãe e do Movimento. Este primo é o Pe. Ottomar, meu colega de comunidade e de lutas.

5. O que é preciso para ser um padre de Schoenstatt?

Um chamado de Deus, muita vontade de servir no carisma do Fundador. Para ingressar no Movimento de Schoenstatt, caso alguém se interesse a servir no sacerdócio, basta procurar qualquer padre de Schoenstatt que será encaminhado.
 
6. Atualmente, existem muitos candidatos dentro do Movimento?
Seria muito bom se fossem muito mais...
 
7. O que os interessados devem fazer para receber a graça de ser um padre de Schoenstatt?
Rezar intensamente!
 
8. O Sr. acredita que as vocações ou os vocacionados estão diminuindo?
No geral da Igreja - isso é dado estatístico comprovado - tem aumentado o número de vocacionados. Dependendo da região, há diminuição.
 
9. Na sua opinião qual a maior dificuldade que o Papa Bento XVI vai enfrentar perante a Igreja?
O enfraquecimento da fé católica e a falta de coerência entre fé e vida  por parte dos católicos.
 
10. Vemos constantemente, nos meios de comunicação, a quantidade de fiéis que se reune quando se trata de um movimento religioso como foi, por exemplo, a escolha do Papa. Por outro lado as pessoas dizem que a Igreja Católica, como se apresenta hoje, está diminuindo muito no Brasil. O Sr. concorda?
A Igreja está diminuindo em número de fiéis comprometidos, isto é do conhecimento geral. Os momentos fortes de concentração atraem a muitos, isto também é fato comprovado. Como juntar os dois fenômenos? Percebendo que a Igreja é comunidade de comprometidos e também um movimento. Como comunidade precisa e exige a identificação e o compromisso claro. Como movimento arrasta os que sintonizam.
 
11. Meios de comunicação, como a internet, ajudam na Evangelização, ou acabam atrapalhando, por facilitar a aparecimento de todo tipo de materiais?
Ajudam nos espaços que a Igreja ocupa. Atrapalham na medida em que disseminam valores contrários à fé e à moral. Exigem do católico muita maturidade e discernimento.
 
12. Deixe uma mensagem para o Povo de Deus que está lendo esta entrevista, na internet.
Vou citar alguém que falou bonito: "a alma da cultura é a cultura da alma". Eu me empenho nisso e gosto do que faço. Convido a quem lê estas linhas a agradecer a Deus por isso e a somar as suas forças, para que, em tudo, coloquemos sempre mais alma e na alma, tudo o que é  de Deus.
 
Pe. Antonio Bracht, nasceu em Toledo-PR em 05/09, foi ordenado em 20/09 e ocupa a função de Presidente Nacional do Movimento de Schoenstatt.

Esta página foi atualizada em  25/08/05 .

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